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<< Novembro 2017 >>

Alentejo

Situada a sul de Portugal, limitada a Norte pelo rio Tejo, a Sul pela Região do Algarve, a Oeste pelo Oceano Atlântico e a Este pelo Rio Guadiana e pela fronteira com Espanha (Províncias da Extremadura e Andaluzia), é a maior província do país. Compreendendo quatro NUT III – Alto Alentejo (Distrito de Portalegre); Alentejo Central (Distrito de Évora); Baixo Alentejo (Distrito de Beja); e Alentejo Litoral (Concelhos de Alcácer do Sal, Grândola, Santiago do Cacém, Sines e Odemira) – abrange uma paisagem diversificada que varia desde as praias selvagens e costas escarpadas da faixa atlântica, até às extensas planícies do interior. 

A paisagem tranquila, colorida e quente, preenchida pela convivência pacífica entre as populações e a natureza, o urbano e o rural, tornam o Alentejo uma região única e aprazível que cativa quem a visita. Cada cidade e aldeia do Alentejo oferece imagens inesquecíveis da história e tradições culturais do passado, preservando um riquíssimo património histórico e natural e o que há de mais genuíno das suas gentes. 

Com um passado étnico heterogéneo, a cultura alentejana sofreu uma profunda influência da cultura romana e árabe, espelhada na língua, nas instituições sociais e na actividade económica, mas principalmente na expressão patrimonial e documental dessa cultura, traduzida no artesanato, nos usos e costumes, na arquitectura, na música e na gastronomia. A nível do património arquitectónico destaca-se, em Évora o Templo Romano, do século I d.C. e a Capela dos Ossos, construção “macabra” do período Filipino forrada no interior por ossos humanos, que constituem exemplares únicos no nosso país. O património natural incluindo o Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, Reserva Natural do Estuário do Sado, Parque Natural da Serra de S. Mamede, Parque Natural do Vale do Guadiana e Refúgio Ornitológico do Monte do Roncão, constitui uma extrema riqueza e diversidade biológica, correspondendo a aproximadamente 7,5% do território regional. 

Vasta e pouco povoada, a região Alentejo conta com cerca de 500 000 habitantes para 27 000 km2 de área, o que ocasiona uma densidade populacional de aproximadamente 19 habitantes por km2.. À baixa densidade demográfica associa-se um elevado nível de envelhecimento quer no topo quer na base da pirâmide etária. 

A região apresenta uma rede viária bastante favorável para o desenvolvimento, com uma presença muito relevante no âmbito da Rede Europeia de Transporte (RTE-T), sendo longitudinalmente e transversalmente atravessada por importantes eixos viários (A2 Lisboa – Algarve e A6 (Lisboa – Madrid), é dotada de infraestruturas portuária (Sines, o maior porto de águas profundas da Europa, capaz de albergar os enormes navios de contentores pos-Panama) e aeroportuária (aeroporto de Beja) capazes de a projectar no panorama internacional. 

Outrora considerada “o celeiro da Nação”, o Alentejo vira-se hoje para as modernas e mais competitivas fileiras da silvo-pastorícia extensiva de espécies autóctones, para a produção vinícola de alta qualidade e de grande valor comercial, para as rochas ornamentais e para competitivo turismo, em que tem potencialidades únicas, pela sua localização, pela preservação ambiental, pela presença de factores irrepetíveis noutras quaisquer paragens, como é o caso da sua cultura, gastronomia, história e património. O Alqueva, a grande e mítica barragem de Portugal e uma das maiores do mundo, abre hoje expectativas diversificadas para o desenvolvimento económico, contribuindo decisivamente para os aspectos anteriormente referidos e mesmo para as suas importantes e complementares potencialidades em termos agro-industriais. 

Estas oportunidades de desenvolvimento, que também são desafios à capacidade empreendedora própria e exógena, não se esgotam nesses domínios. Antes se podem complementar no aproveitamento das privilegiadas condições naturais e estratégicas no domínio aeronáutico em que Évora pontifica, com a sua Escola de Pilotos e as estruturas industriais para o fabrico de peças para aviões.
Mas apenas uma visita demorada - para ver a riqueza das paisagens, gozar a preservação da história, da cultura e do ambiente, desfrutar do espectáculo do artesanato, saciar-se com a fabulosa gastronomia, acompanhada de magníficos vinhos e, sobretudo, conviver com a simpatia das gentes - poderá dar-lhe uma ideia da dimensão, diversidade e riqueza do Alentejo... 

Para saber mais sobre o Alentejo, consulte o Observatório das Dinâmicas Regionais do Alentejo





Última actualização : 2011-12-13 14:49:13 (13149 leituras)